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Ações realizadas pela Águas do Pará incluem a limpeza de poços, manutenções preventivas e reativação de reservatórios
A Águas do Pará iniciou uma série de intervenções estruturais nos sistemas de abastecimento de Salvaterra e Soure, na Ilha do Marajó. As ações, que integram o plano de melhorias iniciado após a começo das operações, em dezembro de 2025, focam na recuperação de infraestruturas antigas, melhorias na rede e ampliação da oferta de água para a população local.
Em Salvaterra, um reparo na adutora principal da cidade – tubulação de diâmetro maior, que transporta grande volume de água – corrigiu um problema histórico de pressão. A concessionária substituiu componentes antigos e ajustou as redes de bombeamento de água, eliminando pontos onde o fluxo de água de diferentes bombas entrava em conflito. Com a correção, aumentou o volume de água que chega aos reservatórios elevados, responsáveis por armazenar grandes volumes. A medida possibilita que a água chegue a bairros e comunidades que sofrem com abastecimento irregular, ampliando a cobertura de atendimento na cidade.
O comerciante José Roberto de Souza é responsável por um restaurante localizado na Praia Grande, em Salvaterra. Para ele, a expectativa é de melhora no abastecimento, influenciando diretamente o trabalho dos profissionais da cidade, conhecida por ser um importante destino turístico do estado. “Pelo que a gente vê, tem muitas coisas para arrumar, no decorrer dos próximos anos. A tendência é melhorar a qualidade da água e isso vai impactar positivamente no nosso trabalho. Vai melhorar para todo mundo”, disse.
Já em Soure, o cronograma de modernização da Águas do Pará priorizou a limpeza de poços, ação que melhora a qualidade da água, com a reativação de 2 poços com capacidade adicional de ofertar 150.000 litros por hora, ampliando a quantidade de água disponível para a população. O trabalho inicial também incluiu a substituição de bombas e a manutenção elétrica do sistema de abastecimento, melhorando a pressão da água e permitindo que ela chegue às torneiras e chuveiros com regularidade.
As ações para aumento da pressão da água em Soure já são sentidas pelo morador Balbino Corrêa. “A água está bacana. Teve uma mudança do que era antigamente, melhorou e vem bastante. Espero que, daqui pra frente, melhore cada vez mais”, comentou.
De acordo com o gerente executivo de Operações da Águas do Pará, João Leoni, as melhorias são contínuas. “Assumimos sistemas antigos, que demandam uma série de intervenções eletromecânicas e de limpeza. Apesar desses desafios, já podemos notar avanços. Em Salvaterra, por exemplo, o ajuste das bombas já permite que os reservatórios se mantenham em níveis mais altos, melhorando a pressão para quem antes tinha dificuldade em receber a água. Em Soure, estamos focados na troca de equipamentos e na ativação de poços para estabilizar a oferta. São uma série de melhorias estruturais que já estão sendo realizadas, com o objetivo de modernizar a rede e melhorar a qualidade de vida da população do Marajó”, diz.

Próximos passos – O planejamento prevê, ainda no primeiro semestre de 2026, a reforma completa das Estações de Tratamento de Água (ETA) das duas cidades. Em Salvaterra, o foco será na recuperação do sistema que elimina elementos, como ferro e manganês, muito comuns na água da região, e que interferem na cor e no sabor da água. Em Soure, a concessionária trabalha para ativar novos poços e implementar o sistema de tratamento de água de forma integral, melhorando a qualidade e frequência do abastecimento na cidade.
Sobre a Águas do Pará – A Águas do Pará será responsável pelos serviços de água e esgotamento sanitário em 126 municípios do estado, beneficiando 5,5 milhões de pessoas. A meta é alcançar, até 2033, atendimento com abastecimento de água para 99% da população da Região Metropolitana de Belém, Marajó, Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas. Já a universalização do esgotamento sanitário, com 90% de atendimento, deverá ser atingida até 2033 na Região Metropolitana de Belém e Marajó; e até 2039 nas regiões Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas. Estão previstos mais de R$ 18,7 bilhões em investimentos durante os 40 anos de contrato – o maior investimento da história do saneamento na Amazônia Legal.
