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Água e esgoto tratados garantem saúde da população e dos corpos hídricos

Celebrado neste sábado (20), o Dia Mundial pela Limpeza de Rios e Praias chama atenção para um dos maiores desafios da atualidade: garantir que rios, lagos, mares e demais reservatórios de água continuem sendo fonte de vida e não se tornem risco à saúde. No Brasil, a Amazônia ocupa um papel central nessa discussão, uma vez que a região concentra a maior bacia hidrográfica do planeta, mas ainda convive com índices baixos de acesso ao saneamento – serviço básico e essencial para a preservação e a saúde dos corpos hídricos.

O contraste é evidente: enquanto abriga 20% da água doce superficial do mundo, a Amazônia enfrenta dificuldades históricas para levar água potável e coleta e tratamento de esgoto às populações urbanas e ribeirinhas. Logística densa, grandes distâncias e variações do regime de cheias e vazantes tornam o desafio ainda maior.

A professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pós-doutora em Desenvolvimento Socioambiental pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA-UFPA), Maria Ludetana Araújo, afirma que as comunidades que vivem às margens dos rios são as principais impactadas pela ausência de tratamento de esgoto e descarte irregular de resíduos. “Se faz urgente uma aproximação das populações afetadas por meio de políticas públicas que atendam as necessidades, pelo menos aquelas consideradas básicas”, diz.

A professora destaca ainda os riscos que a poluição de rios pode causar aos moradores ribeirinhos. “As pessoas que moram nos furos, nas margens dos rios e em comunidades isoladas estão mais suscetíveis a doenças e insegurança alimentar. Os espaços de informações devem ser ampliados com a sociedade, com a participação dos meios de comunicação e de empresas”, completou.

Transformação pelo saneamento

Os indicadores de saneamento no Pará estão entre os mais baixos do país. De acordo com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA-2023), o abastecimento de água no estado é de 51,63%, e os índices de esgotamento sanitário atingem apenas 17,31% da população.

Esse cenário, contudo, já está no caminho da transformação a partir do maior investimento em saneamento da história da Amazônia Legal, que será aplicado pela Águas do Pará. Serão quase R$ 19 bilhões destinados à ampliação da rede de abastecimento de água e do sistema de esgotamento sanitário em 126 municípios do estado, o que corresponde a mais de 87% das cidades. A meta é atender mais de 5,5 milhões de pessoas com serviços que impactam diretamente a saúde e a preservação ambiental.

Para o diretor-presidente da Águas do Pará, André Facó, o desafio amazônico exige soluções adaptadas à realidade local. “Fazer saneamento na Amazônia é lidar com distâncias imensas, acesso difícil e com a força da própria natureza. Mas cada metro de rede implantado aqui significa uma transformação direta na vida das pessoas e um impacto positivo nos rios que cortam a floresta. É saúde e preservação caminhando juntos”, destaca.

Saneamento e proteção ambiental

Quando se fala em preservação do meio ambiente por meio do saneamento básico, o serviço de coleta e tratamento de esgoto tem papel essencial, uma vez que, ao tratar os efluentes, protegemos os recursos naturais, reduzindo a ameaça à segurança hídrica por meio da contaminação dos mananciais.

A Águas do Pará vai universalizar o serviço de esgotamento sanitário, com 90% de atendimento, até 2033, na Região Metropolitana de Belém e Marajó; e até 2039 nas regiões Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas.

Já a universalização da água potável, com atendimento de abastecimento de água para 99% da população, deve acontecer em 2033 em todas as áreas de atuação da concessionária.

Cada avanço em saneamento se reflete em múltiplos aspectos: queda nas internações hospitalares, proteção dos rios contra despejo irregular de esgoto e maior qualidade de vida para as comunidades. Segundo o Instituto Trata Brasil, no Ranking do Saneamento 2025, “a falta de acesso à água potável impacta 16,9% dos brasileiros e 44,8% não possuem coleta de esgoto, refletindo em problemas na saúde, produtividade no trabalho, valorização imobiliária, turismo e na qualidade de vida da população, impactando profundamente o desenvolvimento socioeconômico do país”.

Gian Di Sarno, diretor da Pituri Comunicação e Projetos Socioambientais, agência que atua em áreas como saneamento e educação, defende o uso de soluções criativas que possam ser implementadas em comunidades, especialmente as ribeirinhas. “São soluções criativas e eficientes de descarte de resíduos sólidos, como ecobarreiras, por exemplo, com um serviço permanente de recolha desse material para a disposição correta em aterros sanitários ou estações de reciclagem da cidade”, exemplifica.

Para Gian, o Dia Mundial pela Limpeza de Rios e Praias possui um significado especial para Belém e a região Amazônica. “Este dia simboliza o cuidado com a própria identidade e qualidade de vida da cidade. A data reforça a responsabilidade coletiva de proteger rios e igarapés, preservando não só o meio ambiente, mas também a saúde, o futuro sustentável da cidade, e celebra este ano especial que Belém receberá a COP30”, completa.

Melhorias em andamento

Nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba – onde a Águas do Pará opera os sistemas de água e esgoto desde 1º de setembro -, os investimentos em saneamento já estão sendo realizados, refletindo em melhorias na qualidade e na regularidade da água fornecida à população e, também, na eficiência operacional, o que garante menos desperdício de água, por exemplo.

Nessas três cidades, a concessionária, junto com a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), está investindo mais de R$ 220 milhões – sendo R$ 144 milhões aplicados até o mês de novembro, enquanto os demais recursos serão investidos ao longo do primeiro semestre de 2026. As ações incluem, por exemplo, reforma e fabricação de novos filtros para Estações de Tratamento de Água (ETAs) e a implantação de sistemas de tratamento e desinfecção em 32 poços da capital, Ananindeua e Marituba, realizados em parceria com o Governo do Pará e em apoio à Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).

Além disso, a concessionária está executando as obras para regularizar o fornecimento de água potável e implantar sistemas de esgoto na Vila da Barca, em Belém. A intervenção para melhoria do sistema de água será concluída até o mês de outubro e vai beneficiar cerca de 5 mil moradores da comunidade.

“Cada obra que realizamos no Pará é também uma forma de homenagear os rios que moldam a história de um povo e sustentam a vida na Amazônia. No mês em que se comemora o Dia Mundial pela Limpeza de Rios e Praias, reforçamos o compromisso de que investir em saneamento é investir em saúde, dignidade e na preservação desse patrimônio natural que pertence a todos nós”, encerra, André Facó.

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