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Desinfecção elimina microrganismos que causam doenças e é exigida pelo Ministério da Saúde para garantir a segurança da água distribuída

Muitas pessoas associam o cheiro ou o gosto característico do cloro a um problema na água. Na prática, acontece justamente o contrário. A presença do cloro, dentro dos limites estabelecidos pela legislação, é uma das principais garantias de uma água segura, protegida contra bactérias, vírus e outros microrganismos que podem causar doenças.

A desinfecção é uma das etapas mais importantes do tratamento da água. Depois de passar pelos processos de captação, tratamento e filtração, a água recebe uma dosagem controlada de cloro para eliminar agentes causadores de doenças e manter-se protegida durante todo o percurso até chegar às residências.

Essa etapa é obrigatória em todos os sistemas públicos de abastecimento. A Portaria nº 888/2021, do Ministério da Saúde, determina que a água destinada ao consumo humano mantenha uma concentração mínima de cloro residual, justamente para preservar sua qualidade até o momento em que chega ao consumidor.

Em municípios da Região Metropolitana de Belém (RMB), como Santo Antônio do Tauá, Santa Izabel do Pará, Santa Bárbara do Pará, Bujaru, Benevides, Inhangapi e Castanhal, a Águas do Pará concluiu a implantação de sistemas de desinfecção para reforçar o controle de qualidade da água distribuída aos moradores. O trabalho começou no início da operação, em dezembro de 2025, e faz parte do pacote de melhorias da concessionária para ampliar a segurança do abastecimento e assegurar que a água distribuída atenda aos padrões de potabilidade exigidos pela legislação.

Segundo o gerente de Operações da Águas do Pará, Lucas Damaceno, a dosagem utilizada pela concessionária segue rigorosamente os parâmetros estabelecidos pelos órgãos de saúde.

“A cloração é uma das etapas mais importantes do tratamento da água e uma exigência da legislação sanitária. O processo é realizado de forma controlada e monitorada para eliminar microrganismos e garantir que a água chegue à população própria para consumo, sem oferecer riscos à saúde.”

Água transparente nem sempre é água segura
Embora muitas vezes seja transparente e sem alterações visíveis, a água pode conter microrganismos que não podem ser identificados a olho nu. Por isso, aparência, cor ou transparência não são suficientes para garantir que a água seja própria para consumo.

O engenheiro sanitarista e professor do Instituto Federal do Pará (IFPA), Valdinei Alves da Silva, explica que a desinfecção é justamente a etapa responsável por eliminar esses organismos.

“Água transparente não significa, necessariamente, água potável. Muitas vezes, quando analisamos a água recolhida da chuva ou de poços artesianos, por exemplo, identificamos a presença de diversos vírus, bactérias e protozoários. Isso porque essa água ainda não recebeu o tratamento adequado”, explica.

Segundo o especialista, uma das vantagens do sistema público de abastecimento é justamente o controle permanente da qualidade da água.

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