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Índice de perdas chega a 70%, e a concessionária executa um grande plano focado em recuperar esse recurso para garantir água com regularidade nas torneiras.

Esta semana se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente e o combate ao desperdício de água é uma das ações de sustentabilidade mais urgentes da Águas do Pará. A concessionária está executando um grande plano de recuperação do sistema de abastecimento da cidade. Combater o desperdício de água tratada é parte dele. O objetivo principal é fazer com que cada gota recuperada cumpra o seu papel essencial, que é chegar com muito mais regularidade e qualidade às torneiras da população.

Atualmente, o desafio para transformar essa realidade é imenso. Entre as estações de tratamento e as torneiras dos moradores, as perdas chegam a cerca de 70% em Belém e Ananindeua, podendo alcançar 85% em Marituba. Isso significa que mais da metade da água produzida, que já deveria estar beneficiando os moradores, se perde pelo caminho.

O cenário é resultado de décadas de problemas operacionais, tubulações antigas, vazamentos invisíveis e ligações irregulares. Para a concessionária, combater esse desperdício não é apenas uma forma de preservar o meio ambiente, mas, acima de tudo, a garantia de que não faltará água para as famílias.

Para mudar isso, a Águas do Pará está destinando mais de R$ 189 milhões apenas em 2026 para investir em Belém, Ananindeua e Marituba. Deste montante, mais de R$ 100 milhões são focados exclusivamente na capital.

“Estamos trabalhando para recuperar mais de 13 bilhões de litros d’água por ano. É água suficiente para abastecer uma cidade do porte de Marabá, com cerca de 250 mil habitantes, por um ano, por exemplo”, destaca o gerente executivo de operações, Lucas Damasceno.

A modernização do sistema inclui a substituição de equipamentos, a instalação de bombas-reserva e automação. São melhorias estruturais que não só vão reduzir as perdas como também permitir que a água chegue com mais regularidade na casa das pessoas.

Tecnologia mapeia vazamentos invisíveis

Em paralelo às obras de infraestrutura, a tecnologia tem sido a principal aliada no mapeamento da água que está se perdendo na rede. A concessionária está instalando válvulas inteligentes nos reservatórios e alguns pontos de controle da cidade, chamados de Pontos de Controle de Pressão (PCPs), que permitem acompanhar, em tempo real, o volume e a pressão da água distribuída para os bairros. Com isso, é possível identificar instabilidades de forma rápida e controlar a operação, diminuindo o estresse nas tubulações.

Nas ruas, equipes especializadas realizam uma varredura detalhada. Ao todo, 3.500 quilômetros de redes, que em linha reta, representa a distância entre Belém e Buenos Aires, na Argentina – estão sendo mapeados com o uso de um equipamento chamado geofone que funciona como uma espécie de “raio x”, capaz de detectar, a partir do som, os vazamentos que ocorrem debaixo da terra e não afloram na superfície. Além disso, centenas de novos hidrômetros de monitoramento estão sendo instalados para acompanhar a distribuição.

Até dezembro deste ano, o foco será reduzir as intermitências; em seguida, melhorar a pressão (força que a água chega às torneiras); e então, garantir volume. A meta da recuperação do sistema é garantir o funcionamento 24h por dia, sem intermitências.

Para tornar isso possível, a empresa mantém equipes operando 24 horas por dia, em regime ininterrupto, com infraestrutura de monitoramento e resposta ativa diuturnamente para atuar tanto em manutenções programadas quanto em ocorrências emergenciais, buscando reduzir o tempo de resposta e dar mais segurança à operação do sistema de abastecimento na Região Metropolitana.

Investimentos

A Águas do Pará vai investir no estado mais de R$18,7 bilhões ao longo de 40 anos de contrato, o que faz deste o maior investimento da história do saneamento na Amazônia Legal. A concessionária será responsável pelos serviços de água e esgotamento sanitário em 126 municípios, atendendo 5,5 milhões de pessoas. A meta é alcançar de forma progressiva, até 2033, 99% de cobertura de abastecimento de água nas regiões Metropolitana de Belém, Marajó, Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas.

 

 

 

 

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