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Entre setembro e janeiro, a concessionária já atendeu mais de 1.300 ordens de serviço voltadas apenas para a manutenção de rede. Este ano, haverá a substituição de 5,6 quilômetros de tubulações antigas por materiais mais resistentes e a implementação de tecnologias de ponta
Desde que assumiu as operações em Belém, Ananindeua e Marituba, em setembro do ano passado, a Águas do Pará enfrenta um dos maiores desafios de infraestrutura do estado: modernizar um sistema que opera por décadas sob forte desgaste. Ao completar seis meses de atuação, a concessionária tem buscado estabelecer ações estruturantes com investimentos e modernização, enquanto lida com intervenções emergenciais por conta da característica do sistema antigo.
O cenário encontrado pela empresa no início da operação revelou adversidades, como a existência de redes de amianto — material antigo e propenso a vazamentos —, além de equipamentos eletromecânicos que precisam de substituição e modernização. Segundo a concessionária, essa fragilidade estrutural é uma das principais causas das interrupções registradas nos últimos meses. Entre setembro e janeiro, a concessionária já atendeu mais de 1.300 ordens de serviço voltadas apenas para a manutenção de rede.
Investimentos e Tecnologia – Para 2026, o plano de metas é robusto. A concessionária destinou investimentos especificamente para a reestruturação e ampliação do abastecimento de água e esgotamento sanitário na capital. O foco principal é a substituição de 5,6 quilômetros de tubulações antigas por materiais mais resistentes e a implementação de tecnologias de ponta.
A “baixa pressão”, reclamação recorrente em pontos altos da cidade, também vai contar com intervenções que envolvem a instalação de 43 km de rede de reforço e cinco boosters — equipamentos projetados para bombear a água com maior força. Além disso, 51 novos registros de isolamento permitirão que manutenções sejam feitas de forma pontual, sem a necessidade de paralisar o abastecimento em conjunto de bairros.
“Nesses primeiros seis meses, o nosso maior esforço foi estabilizar um sistema que necessita de grandes melhorias estruturantes. São redes de amianto, antigas e inadequadas, que precisam ser trocadas e a adoção de tecnologias que permita antecipar soluções”, explica André Facó, diretor-presidente da Águas do Pará.
O desafio das perdas – Outra área de atuação da Águas do Pará será o combate ao desperdício. Atualmente, a rede sofre com vazamentos ocultos, ou seja, que não são percebidos a olho nu, e ligações clandestinas. Para reverter esse quadro, a empresa está instalando hidrômetros para garantir a medição real do consumo e utilizando sensores para identificar vazamentos antes que eles causem danos ao pavimento ou desabastecimento.
Outro desafio a ser enfrentado é da rede de água e esgoto sob residências. Em Belém, mais de 379 quilômetros da estrutura de saneamento passa por baixo de casas, representando mais de 15% do total de tubulação existente. A concessionária tem realizado obras para a substituição da estrutura antiga, buscando a melhoria no abastecimento em bairros como Miramar, Agulha, Ponta Grossa, Maracacuera, Campina de Icoaraci, Águas Boa, Sacramenta, Cabanagem e Farol (Mosqueiro).
“É um trabalho desafiador, mas trabalhamos com eficiência operacional e tecnologia. Por isso, acreditamos que os primeiros bons resultados sejam percebidos ainda ano, em parceria com o Governo do Estado, alcançando milhares de moradores com uma distribuição de qualidade e com o menor número possível de interrupções”, completaAndré Facó.
Investimentos desde o início da Operação –Desde o início das operações, no ano passado, e em parceria com o Governo do Estado, cerca de R$ 220 milhões foram aplicados na limpeza de poços e instalação de filtros zeólita, tecnologia que reforça o tratamento da água. Esta parceria, que inclui o suporte da Companhia de Saneamento do Estado do Pará (Cosanpa), que segue responsável pela captação e tratamento de água, impactou positivamente a rotina de mais de 740 mil pessoas na Região Metropolitana.
Presente em 86 municípios do estado, a Águas do Pará vai chegar ainda este ano em 126 cidades, beneficiando 5,5 milhões de pessoas. A meta é alcançar, até 2033, atendimento com abastecimento de água para 99% da população da Região Metropolitana de Belém, Marajó, Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas.
Já a universalização do esgotamento sanitário, com 90% de atendimento, deverá ser atingida até 2033 na Região Metropolitana de Belém e Marajó; e até 2039 nas regiões Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas. Estão previstos mais de R$ 18,7 bilhões em investimentos durante os 40 anos de contrato – o maior investimento da história do saneamento na Amazônia Legal.
“O saneamento é, antes de tudo, uma questão de saúde pública. Nosso compromisso com os moradores do estado é de longo prazo e não estamos aqui apenas para consertar tubulações, mas para construir um legado. Cada novo hidrômetro instalado, cada quilômetro de rede reforçada e cada investimento em tecnologia reflete nosso objetivo de garantir que a população tenha um serviço confiável e eficiente”, finaliza André Facó.
