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Pacote de ações, executado pela Águas do Pará, prioriza a revitalização e modernização de sistemas, e foca também na expansão dos serviços para 126 municípios
Com foco na reestruturação dos serviços de saneamento, a Águas do Pará realiza investimentos, em 2026, para ampliar o acesso à água tratada, assegurar a regularidade e melhorar a qualidade do abastecimento nas cidades onde opera. Somente em Belém, Ananindeua e Marituba, um pacote de intervenções com foco na redução de perdas de água deve resultar na recuperação de 13,89 bilhões de litros no ano – ou seja, todo esse volume, que é suficiente para abastecer mais de 5,5 mil piscinas olímpicas e se perdia em vazamentos, instabilidades de pressão e ligações irregulares, vai retornar ao sistema e atender os moradores das três cidades.
Ao todo, a concessionária vai investir mais de R$ 860 milhões na redução e controle de perdas, no estado, direcionando os recursos para ações prioritárias e estruturantes. Desse montante, mais de R$ 189 milhões serão aplicados em obras e melhorias em Belém, Ananindeua e Marituba – sendo mais de R$ 100 milhões apenas na capital paraense. Além disso, a Águas do Pará mantém equipes operacionais atuando 24 horas por dia na identificação e retirada ativa de vazamentos nas redes de distribuição, medida essencial para reduzir perdas e garantir maior regularidade no abastecimento. Os canais de atendimento da concessionária também funcionam 24 horas, permitindo o registro ágil de ocorrências pela população e o encaminhamento mais rápido das equipes para execução dos reparos. Além disso, a companhia deve expandir a atuação para 126 municípios, marcando a interiorização dos serviços.
A empresa enfrenta o desafio de operar estruturas antigas, muitas vezes com equipamentos que necessitam ser substituídos ou passar por reformas e manutenções; além de redes com baixa confiabilidade operacional. Para o diretor-presidente da Águas do Pará, André Facó, o trabalho desenvolvido faz parte de um projeto estruturado. “O saneamento no Pará exige respeito à história, às pessoas e ao território. Estamos lidando com sistemas que ficaram décadas sem investimentos e por isso as melhorias são gradativas. Nosso compromisso é seguir avançando com método, responsabilidade e presença, cumprindo cada etapa do contrato para transformar o abastecimento de água em uma infraestrutura confiável, que gere saúde e qualidade de vida para os paraenses”, afirma.
Programa de redução de perdas
De acordo com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA-2024), o índice de perdas totais de água no abastecimento de Belém é de 58,96%. Na prática, esses números podem ser ainda mais alarmantes. Segundo levantamento realizado pela Águas do Pará, o índice de perdas chega próximo dos 70% em Belém e Ananindeua, e soma 85% em Marituba. Na prática, isso significa dizer que a maior parte da água que sai dos reservatórios se perde no caminho até a casa dos consumidores.
Para reverter esse cenário, a Águas do Pará executa, ao longo de 2026, medidas como a instalação de 49 válvulas, na entrada e saída dos reservatórios de água, para regular o fornecimento e a pressão de maneira individualizada, garantindo o controle da vazão, o que evita rompimento da tubulação pela pressão da água, e a melhor eficiência operacional. A instalação de macromedidores e Pontos de Controle de Pressão (PCPs) vai permitir, também, o controle da pressão e o volume de água que sai dos reservatórios e chega às casas dos moradores, acompanhando em tempo real o fluxo de abastecimento e permitindo a tomada de decisões rápidas em casos de instabilidade.
Complementando essas ações, será feita, também, a varredura tecnológica para identificação de vazamentos invisíveis em 3.500 km de rede subterrânea — extensão que se aproxima da distância entre Belém e Buenos Aires, na Argentina, em linha reta. O processo utiliza o geofone, equipamento posicionado sobre o solo que identifica pontos de vazamento a partir da vibração e do som. No caso da constatação de vazamentos, a concessionária vai atuar no reparo, reduzindo as perdas de água e trazendo mais segurança e eficiência para o abastecimento.
A operação com foco na redução das perdas de água em Belém, Ananindeua e Marituba inclui, ainda, a substituição de 5,6 km de redes antigas de cimento amianto, fáceis de se romper, por tubos de PEAD, material de alta resistência e durabilidade; o estudo do consumo de água das cidades a partir da instalação de mais de 600 hidrômetros específicos de monitoramento; e o reforço de novos 27 km de redes de água, ampliando a capacidade de transporte e melhorando a pressão.
O resultado de todas essas ações é a recuperação de um volume de água que seria suficiente para abastecer, em média, mais 190 mil moradores por dia ao longo de um ano – número que supera a quantidade de moradores dos bairros do Telégrafo, Pedreira e Sacramenta, em Belém.
Atuação expandida
Avançando na interiorização da operação, a Águas do Pará vai priorizar, em todas as cidades em que atua, a ampliação do acesso à água de qualidade, a regularidade no abastecimento e a segurança operacional. No eixo do acesso à água, está prevista a implantação de 26 novas Estações de Tratamento de Água (ETAs) e a ativação de outras três pré-existentes, aumentando a quantidade e a qualidade da água disponível para os moradores. A perfuração de quatro novos poços, ativação de outros três e reativação de mais 10 se soma ao conjunto de ações que vão ampliar a disponibilidade de água. Para reforçar a qualidade do abastecimento, serão realizadas 151 ações de limpeza, contemplando de Estações de Tratamento, poços, filtros e reservatórios.
Na frente que visa a segurança operacional, está prevista a aquisição de bombas-reserva, garantindo estabilidade aos sistemas. Quando uma bomba apresenta alguma falha elétrica ou mecânica, por exemplo, a população precisa aguardar a manutenção para voltar a ter água nas torneiras. Com a bomba reserva, reduz-se o tempo de espera. Também serão implantados quatro laboratórios para análise e monitoramento da qualidade da água, garantindo o atendimento aos padrões de consumo do Ministério da Saúde. As unidades devem receber, ao todo, mais de 8 mil amostras para análise, por mês, de todos os municípios atendidos.
Atualmente, a Águas do Pará atua em 86 municípios, incluindo Belém, onde opera desde setembro de 2025; e cidades como Abaetetuba, Bragança, Castanhal, Marabá, Soure, Parauapebas, Salinópolis e Canaã dos Carajás.
Transformações concretas
Desde a chegada ao estado, em 2025, a Águas do Pará antecipou investimentos estratégicos em Belém, Ananindeua e Marituba, em parceria com o Governo do Estado, com R$ 220 milhões aplicados na modernização dos sistemas de captação e tratamento de água, além de limpeza de poços e reservatórios e implantação do Centro de Operações Integradas (COI), fortalecendo o controle operacional e a regularidade do abastecimento.
Entre as entregas estruturantes está a implantação da infraestrutura de água e esgotamento sanitário na Vila da Barca, uma das maiores comunidades de palafitas da América Latina, localizada na zona central da Capital. Cerca de 5 mil moradores já contam com água tratada saindo das tubulações e devem ter o esgoto coletado e tratado a partir de abril, quando está prevista a conclusão da rede de esgotamento sanitário. A obra, com sistema adaptado à realidade amazônica, marca um avanço histórico em saúde, dignidade e qualidade de vida para a comunidade.
Com um plano de investimentos de R$ 18,7 bilhões ao longo de 40 anos — o maior da história do saneamento na Amazônia Legal —, a atuação da Águas do Pará tem sido orientada pela adaptação às diferentes realidades regionais, considerando aspectos geográficos, sociais e econômicos.
Esse trabalho inclui o fortalecimento da Tarifa Social, ações de regularização cadastral, instalação de hidrômetros em áreas com abastecimento regular e iniciativas de relacionamento comunitário voltadas à transparência e à orientação da população.
Universalização do saneamento
A Águas do Pará será responsável pelos serviços de água e esgotamento sanitário em 126 municípios do estado, beneficiando 5,5 milhões de pessoas. A meta é alcançar, até 2033, atendimento com abastecimento de água para 99% da população da Região Metropolitana de Belém, Marajó, Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas. Já a universalização do esgotamento sanitário, com 90% de atendimento, deverá ser atingida até 2033 na Região Metropolitana de Belém e Marajó; e até 2039 nas regiões Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas.

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