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Olhares atentos e expectativa por um futuro diferente marcaram o início das aulas da segunda etapa do Projeto Escola de Saneamento Social, realizada nesta segunda-feira, 02, no prédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/ PA), em Belém.

A iniciativa, que segue até o próximo dia 06, é uma parceria da Águas do Pará, concessionária do grupo Aegea, com o SENAI, voltada à qualificação profissional de moradores de diferentes bairros de Belém, incluindo a Vila da Barca, no Telégrafo, além do município de Marituba, na Região Metropolitana.

O projeto, que iniciou a primeira etapa no dia 19 de janeiro, com a jornada básica envolvendo aulas teóricas online disponibilizadas, de forma gratuita, pela plataforma Academia Aegea Social, entra agora na fase de formação técnica presencial, reforçando o saneamento como ferramenta de inclusão social, geração de renda e transformação de realidades. Nesta etapa, os participantes têm acesso ao curso gratuito e certificado de Noções de Instalações Hidráulicas, que combina teoria e prática ao longo da semana.

Para a gerente executiva de Responsabilidade Social da Águas do Pará, Mariana Sena, o projeto nasce de um olhar sensível para as pessoas. “Esse é, acima de tudo, um projeto de inclusão social. Estamos falando de pessoas em situação de vulnerabilidade, muitas vezes desempregadas e sem acesso à educação profissionalizante. Quando chegamos à comunidade levando saneamento, entendemos que essa população faz parte do nosso negócio. O curso é um espaço de integração e pertencimento, e nos enche de orgulho ver a forte participação das mulheres”, afirmou, destacando que as mulheres correspondem a 42% do total de inscritos no curso.

De acordo com o diretor do SENAI Pará, Wellson Corrêa, a ação vai além da capacitação técnica. “Essa parceria oportuniza jovens da Vila da Barca a terem uma formação profissional completa, para que possam atuar como profissionais dentro da própria comunidade. É muito importante que a empresa enxergue nesses moradores potenciais profissionais, alinhados ao propósito do saneamento e da transformação social”, destacou.

Entre os alunos, histórias que traduzem o impacto da iniciativa. Kleise Kayane, de 20 anos, sonha com a faculdade de Engenharia e encontrou no curso um ponto de partida. “Eu me interessei pela área quando comecei a observar a situação do saneamento básico onde moro. Nunca imaginei que teríamos esse tipo de oportunidade, por sermos de uma área periférica. Para nós, jovens, isso é um avanço muito grande”, contou.

A artesã Maria Amélia, de 53 anos, também vê no conhecimento uma forma de autonomia. Moradora antiga da Vila da Barca, ela já participou de uma capacitação anterior e decidiu seguir aprendendo. “Acredito que a mulher deve aprender um pouco de tudo. Muitas vezes precisamos de um serviço em casa e não temos como pagar ou esperar um profissional. Tendo esse conhecimento, consigo resolver por conta própria”, destacou.

Além do conteúdo técnico, o Projeto Escola de Saneamento Social promove o desenvolvimento de habilidades como organização, planejamento e noções sobre o ciclo do saneamento, ampliando as possibilidades de atuação profissional dos participantes.

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